Realidade virtual: tudo que você precisa saber sobre o assunto

No mundo moderno, algumas tecnologias são tão importantes que é necessário aprender o máximo possível sobre elas. Afinal, definem padrões e tendências e revolucionam diversas áreas. Nesse sentido, muito se fala sobre inteligência artificial, Big Data e outras inovações. Contudo, outra das que está provocando mudanças profundas é a realidade virtual (RV).

A realidade virtual consiste em uma simulação da realidade. Esse poder de simular cenários tem levado as pessoas a possibilidades incríveis, que antes eram totalmente inimagináveis. Então, naturalmente, empresas encontraram valor nessa disrupção para vender melhor e inovar no mercado.

Se quiser gerar inovação disruptiva na sua companhia com a RV, não deixe de acompanhar os tópicos a seguir.

O que é a realidade virtual?

Trata-se de uma tecnologia que permite simular uma realidade gerada por computadores. Além disso, ela permite que o usuário consiga interagir com esse cenário e imergir totalmente, esquecendo-se do mundo real. É uma inovação que manipula os sentidos das pessoas, ao mesmo tempo em que elas manipulam objetos e ambientes.

A ideia da RV é propiciar uma comunicação com os sentidos, a partir de efeitos visuais, sonoros e táteis. Desse modo, a experiência virtual é confundida com a real, o que possibilita um aproveitamento maior e mais realístico por parte do usuário.

A tecnologia está associada ao uso de um headset específico. Ele ajuda a criar a sensação de realidade simulada, a partir de mecanismos que explicaremos com detalhes no tópico seguinte. Com esse equipamento, é possível ir além de experiências 3D que já existiam.

Por mais que realmente pareça fruto dos nossos tempos, a RV já tinha sido imaginada há muito tempo.

Em 1938, no livro “Le Théâtre et son double”, o escritor Antonin Artaud cunhou o termo, descrevendo-o como ilusão natural de pessoas e objetos. Em 1950, o cinematógrafo Morton Heilig concebeu uma experiência de cinema que utilizasse a mecânica da RV moderna para tornar a fruição mais efetiva.

Na literatura e no cinema, a ideia de criar mundos simulados e imergir totalmente neles é muito comum e já foi explorada à exaustão. Até por isso, a tecnologia pode parecer ficcional demais para alguns gestores. Entretanto, veremos neste artigo que essa inovação já está impregnada na realidade e demonstra o potencial de revolucionar setores inteiros.

Para que a realidade virtual serve?

Realidade virtual surgiu com o objetivo de permitir uma percepção diferente da realidade. Ao criar cenários simulados, a ideia é fazer com que os usuários tenham dificuldade em dissociar o que estão vendo do que é real, de fato. A partir disso, novas oportunidades são criadas em diversos setores.

Superar distâncias é outra das finalidades da RV. Esse é, aliás, um dos principais propósitos da tecnologia no geral. Foi assim com todo o desenvolvimento que culminou na internet e nas possibilidades de interação virtual e de comunicação na rede.

A inovação da realidade virtual propõe essa superação a partir das criações que um computador pode fazer. O avanço das soluções associadas com a indústria do entretenimento, como a computação gráfica, possibilita que essas gerações sejam poderosas e riquíssimas em detalhes. Desse modo, não há limites para que a imaginação se torne realidade.

Ademais, RV é sobre propiciar experiências realmente imersivas. Ao obstruir os sons e as imagens do mundo real, a ideia da tecnologia é inserir o usuário dentro do mundo virtual. Desse modo, ele poderá interagir e modificar, até mesmo sentindo o que estiver acontecendo na tela. A ideia de experimentar algo ganha novo significado e maior profundidade.

Ou seja, RV permite engajar as pessoas — clientes, por exemplo — não apenas racionalmente, mas nos aspectos emocionais também. É possível gerar um efeito nos sentidos deles e tornar a experiência inesquecível. Por isso, há um potencial enorme para relação da empresa com os clientes, o que comentaremos com mais detalhes adiante.

A inovação também chega para gerar maior comodidade e conveniência para as pessoas. Ao superar barreiras como a distância e gerar pontes com as possibilidades da imaginação, essa ferramenta tecnológica pode ser usada para tornar a vida mais prática.

De certa forma, a realidade virtual também contribui para o aumento da gamificação em atividades distintas. Ou seja, é um suporte para que a gamificação invada mais contextos e se torne ainda mais poderosa.

Com a RV, é possível não somente aplicar a mecânica dos jogos, como também o visual e a ideia de imersão para obter resultados interessantes. Assim, você obtém atividades mais lúdicas e consegue engajar as pessoas com esses recursos.

Como a realidade virtual funciona?

Quando falamos em RV, é comum que duvidemos sobre como é possível experienciar um mundo digital por um tempo usando apenas um headset. Entretanto, toda a lógica tecnológica e científica por trás nos ajudam a entender melhor.

O princípio que gera as imagens é chamado de estereoscopia. Consiste em gerar projeções específicas para cada olho, de modo a produzir o senso de profundidade necessário. Afinal, o cérebro superpõe as imagens e as interpreta como uma.

Contudo, além disso, existe outro grande desafio: o de captar os movimentos do usuário e possibilitar que ele interaja com o ambiente e com os objetos. RV não é uma imagem estática; ela gera uma simulação que muda totalmente a depender das escolhas das pessoas que portam os headsets.

Para isso, a tecnologia utiliza ponteiros lasers, sensores ou até luzes LED. Com isso, capta-se o movimento, envia-se um sinal para o sistema da simulação, que responde imediatamente.

A lógica é basicamente a mesma da de um videogame, em que elementos são manipulados a partir de um controlador joystick. A diferença é que as informações de entrada não são um joystick, e sim movimentações captadas pelo sensor.

Os monitores dos headsets utilizaram por muito tempo o CRT (tubo de raios catódicos), por conta da boa qualidade que ofereciam. Com o tempo, evoluiu-se para LCD, por causa do preço mais barato. Inicialmente, a tecnologia LCD não era tão boa como o CRT, mas depois melhorou e atualmente apresenta ótimas saturação e qualidade de resolução.

Qual a importância da realidade virtual?

Veremos agora três pontos importantes para demonstrar a relevância da tecnologia de realidade virtual nos negócios.

Marketing

No Marketing, há uma revolução em curso por conta da RV. Primeiro, como já falamos, vale destacar a importância da criação de novas experiências para os clientes.

Isso significa que existirá a possibilidade de desenvolver conteúdos mais engajantes e imersivos, que, por sua vez, se tornarão mais convincentes também. Os usuários poderão sentir e vivenciar os benefícios da marca, em vez de simplesmente pensar neles. Será possível gerar mais valor, portanto.

Um exemplo disso na prática é a inovação na demonstração de produtos. A testagem poderá ser feita com esses cenários simulados e com o apoio dos sentidos. Dessa forma, clientes terminarão a simulação já sabendo se vão comprar ou não o produto.

Então, a taxa de insatisfação diminui, ao passo que o sucesso do cliente aumenta consideravelmente.

Além disso, é possível contar com experiências ao vivo, com maior capacidade de interação e imersão, e gamificação para instigar a ação contínua do usuário. O resultado é a maior conversão de pessoas visitantes em compradores, bem como o aumento do diferencial competitivo da marca.

Branding

O branding da empresa e o posicionamento dela também ganharão um reforço com RV. A empresa poderá apresentar seus valores e sua identidade de maneira prática, com conteúdos realísticos e imaginativos.

Com o foco na experiência e no sucesso do cliente, a empresa se posiciona como quem se preocupa com os clientes e como inovadora.

Em termos de reputação, a organização crescerá bastante também e poderá dar saltos ainda mais corajosos. Isso tudo vai gerar maior lealdade das pessoas à marca, o que permitirá aumento de vendas, redução de custos na aquisição de clientes, entre outras questões.

Mobilidade

Mobilidade sempre foi um dos grandes objetivos das empresas com a tecnologia. Atualmente, esse fator surge como um dos mais relevantes também. Com a realidade virtual, será possível oferecer experiências móveis mais convincentes e poderosas para os clientes e até mesmo para os funcionários.

Afinal, RV não depende — e tende a depender cada vez menos — de aparatos tecnológicos fixos. Por isso, o contato com a experiência simulada é permitido através de um modelo móvel de headset, o que viabiliza o uso em qualquer lugar.

Qual é a principal tecnologia de realidade virtual?

Como já comentamos, a principal tecnologia que faz a realidade virtual possível é o headset, que oferece lentes estereoscópicas e um sistema de som. O propósito é bloquear o som e a visão do ambiente natural, permitindo que a pessoa conecte-se totalmente com o cenário gerado.

Para o futuro, a tendência é que esse equipamento se torne ainda mais portátil e poderoso. Ou seja, ele deve possibilitar maior capacidade de entender as reações e as movimentações do usuário enquanto sincroniza essas informações com a tela.

Onde a realidade virtual pode ser aplicada?

Como falamos ao longo do artigo, RV já é comum em muitos setores.

Indústria do entretenimento

A principal aplicação, sem dúvida, é na indústria do entretenimento. A indústria dos jogos ganhou muito com essa inovação e contribuiu bastante para ela também.

Com o uso de realidade virtual, as experiências dos games se tornam mais imersivas e engajantes, bem como mais viciantes também.

Afinal, a pessoa realmente se sente dentro do universo do jogo, tocando e manipulando objetos, interagindo com personagens, sendo afetada pelo que ocorre no cenário etc. A tendência é que RV se torne ainda mais comum e acessível nesse mercado.

Setor automobilístico e setor imobiliário

Nos setores automobilístico e imobiliário, RV tem sido usado para otimizar a satisfação dos clientes. A inovação permite que os usuários manipulem e utilizem os elementos de um automóvel para teste, mesmo que não estejam presentes fisicamente. Do conforto de suas casas, podem realizar esse experimento e entender qual é o modelo ideal para eles.

Da mesma forma, visitas a casas e apartamentos são feitas sem sair de casa. A experiência permite que as pessoas tenham uma boa noção de espaço e profundidade e consigam explorar o máximo dos imóveis. Assim, conseguem decidir melhor e se sentem satisfeitas com a estratégia de uso.

Viagens

Outro uso da RV é para o setor de viagens. Usuários conseguem ir a locais específicos e até mesmo experimentar pratos típicos desses lugares. Isso sem necessariamente se deslocar do lugar onde está. Essa facilidade pode impactar o turismo e criar possibilidades para esse nicho de mercado.

Indústria 4.0

Na cadeia industrial, os profissionais realizam cópias digitais dos produtos para testá-los em um ambiente simulado. Dessa forma, eles podem quebrar os produtos ou explorá-los até o limite, sem temer que isso prejudique o modelo original. Essa tecnologia é chamada de gêmeos digitais e é uma das tendências para os próximos anos.

Os gêmeos digitais serão protagonistas da indústria 4.0. Esse novo conceito já determina o maior uso de automação e de experimentação para que se alcance um primor operacional maior no ambiente de trabalho.

Meio militar

Já no meio militar, a realidade simulada é utilizada para imaginar cenários em que os combatentes praticam e treinam batalhas, como se fossem reais.

Eles podem interagir diretamente com o ambiente, gerar ações para criar efeitos específicos e sofrer impactos. Assim, não somente experimentam a tempestade de emoções da guerra como também aprendem a como agir.

Saúde e educação

Vale mencionar também o uso de RV na saúde. Os profissionais da área poderão experimentar operações e cirurgias para aprender a como realizá-las. Ou seja, será muito útil para novatos e estudantes.

Na educação, por sua vez, os alunos conseguirão realizar viagens para estudar geografia e história, na prática. Aprenderão fazendo, com estratégias visuais e cenários realísticos.

Quais as diferenças entre realidade virtual, aumentada e mista?

Quando falamos em realidade virtual, é muito comum que confundamos o conceito com outros conceitos similares — realidade aumentada e mista. Todos fazem parte da mesma revolução tecnológica e são beneficiados por componentes semelhantes. Contudo, a mecânica de funcionamento difere.

Primeiro, vamos recapitular o que é realidade virtual: simulação realística de um mundo gerado que permite imersão total. O usuário esquece do que está acontecendo à sua volta e se conecta totalmente ao cenário simulado. Não há algum tipo de interação entre o ambiente real e o virtual. A predominância de um elimina o outro.

Pois bem, a realidade aumentada consiste nessa troca de informações entre o cenário virtual e o real. Não é uma simulação total, mas um complemento ao que já existe. O usuário consegue ver o mundo ao redor acrescido de alguns elementos virtuais.

A realidade aumentada acabou se tornando mais comum e palpável para as pessoas do que RV. Por exemplo, um jogo famoso que utiliza essa tecnologia é o Pokémon GO, que fez bastante sucesso no Brasil e no mundo. Consistia em buscar componentes especiais em determinados locais para ganhar recompensas.

Nas redes sociais, temos outro bom exemplo: os filtros do Instagram. Eles permitem adicionar componentes virtuais sobre imagens em tempo real, diferentemente de edição posterior.

Na realidade mista, por outro lado, o usuário permanece no mundo real, enquanto consegue manipular elementos virtuais. Uma dimensão sempre é maior do que a outra, diferentemente do equilíbrio proposto pela realidade aumentada.

Podemos ter uma realidade mista que começa no real, como uma RA mais complexa, ou uma que começa no virtual, como uma RV mais trabalhada. Em ambos os tipos, há uma certa noção bem clara dos elementos virtuais e dos reais, pois não há nenhum enfoque na sobreposição entre esses planos.

Quais os principais cases de realidade virtual?

Vamos agora estudar alguns cases de RV para entender como as empresas estão aproveitando essa tecnologia. Esse tópico será um complemento do tópico sobre aplicações, com exemplos reais.

Walmart

A Walmart decidiu treinar melhor sua equipe para um cenário de alta demanda, como uma Black Friday. Para isso, criou uma simulação em realidade virtual de um ambiente cheio de pessoas e de filas, com casos recorrentes nesses dias de promoção. A finalidade é ensinar como os vendedores devem agir e se posicionar a fim de gerar o máximo de vendas e de satisfação da clientela.

OculusVirtualSpeech

Já na OculusVirtualSpeech, palestrantes começaram a treinar palestras e conferências para muitas pessoas em um cenário gerado por computação. Dessa forma, elas poderiam vivenciar as sensações de falar para uma multidão e já praticar alguns aspectos como a postura, o olhar e a entonação da fala.

Nessas apresentações simuladas, os palestrantes conseguem fazer upload de slides, receber o feedback do desempenho em tempo real e lidar com distrações e com a dinâmica do público.

Children’s Hospital of Los Angeles (CHLA)

Nesse hospital norte-americano, os profissionais treinaram operações de crianças em casos de traumas severos. Ou seja, o objetivo é preparar os médicos para situações excepcionais e extremamente desafiadoras. Quando isso realmente acontecer, eles saberão o que fazer.

Iris VR

A Iris VR criou um modelo que permite aos arquitetos a maior eficiência. Eles conseguem mostrar os seus projetos aos clientes antes do término. Dessa forma, é possível que haja um diálogo com feedback e possíveis solicitações de alteração.

Virtualitics

Já a Virtualistics inovou ao unir realidade virtual e data analytics: o sistema permite que as pessoas visualizem os dados e gráficos em 3D, de modo a obter uma compreensão maior do que eles dizem. Assim, é possível explorar melhor os dados, colaborar com outros funcionários e encontrar insights escondidos, com uma visão ampla e absolutamente imersa.

Essa é uma inteligente mistura entre Big Data, RV, inteligência artificial e métodos de visualização de dados. Com o uso desse recurso, melhores decisões são tomadas.

Boeing & Airbus

As empresas Boeing e Airbus já aplicam realidade virtual para otimizar a construção de seus aviões e equipamentos. Eles conseguem observar a confecção com outros olhos, a partir de simulações, e maximizar alguns aspectos, como o conforto do cliente. Desse modo, eles projetam modelos mais seguros e eficientes.

Ford

A Ford já tem usado realidade mista para aperfeiçoar seu processo de criação e prototipação. A ideia é automatizar essas tarefas e torná-las mais eficazes. É mais ou menos como utilizar gêmeos digitais para experimentar e testar os protótipos em um ambiente realístico.

Floreo

A Floreo, por sua vez, utiliza RV na educação. O objetivo é ensinar as crianças a aprender habilidades naturais, como identificar e apontar objetos, construir relações sociais e outras. A grande vantagem é que, no campo simulado, tudo pode ser testado e há uma tolerância maior a erros também.

One Caring Team

A One Caring Team leva a sério a ideia de superar distâncias. Focando no público idoso acometido com doenças sérias, a tecnologia Aloha VR visa melhorar a qualidade de vida deles ao permitir conexão com outras pessoas de mesma condição.

Quais as principais tendências para o futuro?

Por mais que a realidade virtual seja uma tecnologia moderna e atual, há muito para acontecer no futuro. Então, quais as principais tendências?

Para os próximos anos, a ideia é evitar que o usuário precise estar conectado a grandes centrais de processamento, bem como a dispositivos menores incapazes de gerar imersão. Nesse caso, o grande desafio será criar headsets menores e mais poderosos em termos de processamento, como já comentamos. A ideia é se tornar ainda mais realista.

Outra tendência é a conexão da realidade virtual com assistentes virtuais, que se beneficiam da internet das coisas. Desse modo, o usuário motorista, por exemplo, conseguirá informações visuais sobre estradas e possíveis problemas no caminho. A ideia é levar a automação a um novo nível.

Há uma inovação também ligada à transferência de dados. Está associada com o 5G e com a Edge Computing. A ideia é permitir transferências mais rápidas para eliminar a latência entre as ações do usuário e a resposta nas simulações. Isso contribuirá para tornar a imersão ainda mais efetiva.

Os dispositivos enviarão as informações para processamento na cloud, em datacenters devidamente equipados. Essa comunicação tende a ser mais rápida.

Outra relação interessante entre tecnologias é a de realidade virtual/mista/aumentada com o machine learning. A visão computacional deve ser utilizada para permitir melhorias na realidade mista e realidade aumentada. Computadores conseguirão identificar e categorizar com mais precisão objetos do dia a dia para possibilitar interação e conexão.

Como vimos, a realidade virtual já é uma tendência muito interessante na atualidade. E continuará sendo relevante no futuro. É importante compreender como ela impacta os negócios para que você dê os primeiros passos na aplicação em sua empresa. A partir disso, será possível otimizar os custos e gerar inovação.

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