Tudo o que você precisa saber sobre Big Data

O Big Data se tornou um termo-chave não somente para os profissionais de tecnologia, mas também para gestores e decisores. O conceito representa a quantidade exponencial de dados gerados a todo tempo, movimentando o mundo tecnológico. Pode-se dizer, ainda, que ele está associado à ideia de transformação digital e de aplicação das novas tecnologias em diferentes contextos.

A análise do Big Data é uma tarefa que traz vários benefícios, como redução de custos e mais inteligência para a gestão, porém, demanda métodos específicos para tanto. Assim, é necessário aprender mais sobre o assunto a fim de aproveitar essas vantagens e impulsionar a inovação. Confira os tópicos a seguir e esclareça suas dúvidas!

O que é o Big Data?

O termo significa uma quantidade massiva de dados, estruturados ou não, que são gerados continuamente. Ele está relacionado com as tecnologias modernas, visto que o uso das ferramentas tecnológicas é justamente o que impulsiona essa geração.

Quanto mais as pessoas utilizam a internet, computadores e smartphones, mais informações são geradas e, consequentemente, agregadas ao todo chamado Big Data.

A relevância dessa expressão para o mundo dos negócios consiste no uso adequado desses dados. Se essa é uma fonte infinita de informações, deve ser possível extrair dela algo útil para otimizar a gestão e a administração de uma empresa. Assim, ao utilizar tais dados, a companhia consegue melhorar as suas decisões e embasá-las de forma objetiva, reduzindo o risco de erros.

Ou seja, os líderes são capazes de fornecer contexto às escolhas, otimizando os resultados. Isso é possível com ferramentas específicas de análise de dados, responsáveis por coletar, organizar e extrair conhecimento dessas bases.

Fontes

Entre as fontes mais comuns, estão: informações da própria empresa (funcionários, financeiro etc), dados dos clientes (mídias sociais e Google) e de dispositivos periféricos.

Isso nos leva a outra característica do Big Data: os dados são gerados por diferentes fontes, o que torna a sua análise ainda mais complexa, mas também potencializa os seus benefícios. Afinal, as fontes podem ser cruzadas para conclusões mais inteligentes.

Pode-se dizer que essas informações são convertidas em insights valiosos para os administradores e, que é como se, antes de cada decisão, os líderes conseguissem visualizar em um painel todos os erros e acertos relacionados àquela escolha. Ao se basear em dados, é possível obter claras respostas que guiam os direcionamentos.

5 V’s do Big Data

Vamos compreender melhor o conceito com os cinco V’s do Big Data.

Volume

Uma das características desse conjunto de dados é o seu volume. Essas informações costumam estar dispostas em diversos locais na internet, por isso, constituem uma base enorme e ilimitada. Ou seja, a grande diferença deles para as bases comuns é a sua capacidade massiva.

Velocidade

Da mesma forma, esses dados são gerados em uma grande velocidade, em tempo real e a todo momento. Isso está associado com o consumo de internet e de tecnologia. Como elas sempre utilizam essas ferramentas para resolver os problemas do dia a dia, estão sempre alimentando a grande base de informações.

Os usuários estão em busca de maior praticidade no uso das tecnologias, e a geração de dados acompanha esse imediatismo. Desse modo, o foco é descrever o que acontece agora e o que é relevante no momento.

Variedade

Os dados são também extremamente variados, podendo surgir em diversos formatos. O Big Data é composto por imagens, vídeos, documentos, áudios, informações de relatórios, entre outros.

Como eles são originados por diferentes fontes, são gerados em contextos distintos e com propósitos diversos. Isso inclui o fato de que podem estar estruturados, como em bancos de dados tradicionais, ou não.

Esse é um fator que torna a análise mais complexa, porém, também mais rica. Quanto mais perspectivas for possível coletar, mais relevantes serão os insights gerados.

Veracidade

Nesse grande conjunto, existem informações verídicas e outras não. Cabe aos analistas a realização de uma filtragem minuciosa e a separação do que é relevante e do que é verdadeiro, visto que o contrário pode ser extremamente prejudicial.

Valor

O objetivo da análise de Big Data é a extração de valor dessas informações. Uma das características dessa quantidade massiva é o fato de que eles oferecem essa possibilidade.

É possível buscar insights relevantes e gerar estratégias de negócio a partir de perguntas feitas aos dados. Dessa forma, eles podem ser considerados um ativo da empresa, assim como outros equipamentos que apresentam valor financeiro.

Quais as vantagens da análise de dados?

Neste tópico, examinaremos os benefícios da análise de Big Data e as oportunidades que podem ser aproveitadas.

Previsibilidade

Uma das principais vantagens de se contar com uma análise de Big Data é a previsibilidade. A investigação dessas informações permite a previsão do futuro e a antecipação de possibilidades que ainda estão por vir – a chamada análise preditiva.

Essa análise se baseia na detecção de padrões e no cruzamento de informações do passado, permitindo, assim, a avaliação da probabilidade de que algo aconteça novamente. Isso confere mais poder aos decisores e otimiza as suas escolhas.

Essa característica ajuda ainda a dimensionar os esforços e investimentos, bem como contribui com a estruturação das metas e estratégias de crescimento. Desse modo, a companhia sabe bem onde pode chegar e o que pode explorar.

Redução de custos

A análise dessa quantidade massiva de informações também gera redução de custos. Uma vez que a empresa perde menos tempo em abordagens que não funcionam, os recursos são alocados para o que é de fato relevante. A análise gera um conhecimento maior do mercado e do segmento em que a organização atua, e isso contribui com a eficiência dos investimentos.

Internamente, a gestão ganha a capacidade de entender melhor os dados do negócio e reduzir gastos. Tudo é mais facilmente controlado, o que é crucial para que haja controle financeiro. Essa redução de custos acontece como consequência dos outros pontos que citaremos neste tópico.

Vantagem competitiva

Vale ressaltar também o aumento de vantagem competitiva. Já que conhece melhor o mercado, a empresa consegue focar em abordagens mais eficientes e efetivas para conquistar novos espaços. Isso possibilita o destaque em meio à concorrência. As ações ficam mais inteligentes e proativas, suportando a inovação.

Com a análise preditiva, os riscos são atenuados. Por isso, é possível investir em novas ideias e apoiar novos métodos de produção, sem temer prejuízos.

Mais satisfação dos clientes

O Big Data também permite que a companhia conheça melhor os seus clientes e trabalhe em estratégias para fidelizá-los. É possível, por exemplo, reunir dados acerca de seus hábitos, comportamentos e preferências a fim de fazer recomendações a eles.

Ou seja, com base no conhecimento sobre um determinado perfil, a empresa oferece algum produto ou serviço relacionado, de maneira segmentada e específica.

Assim, a conversa com o consumidor é mais efetiva, partindo de um apoio consultivo às suas necessidades. Dessa forma, a organização consegue o apoio desse cliente e se destaca no mercado pela maneira como se relaciona com o seu público.

Evolução e crescimento

Outro fator acerca dessas grandes quantidades de dados é a capacidade gerada de acompanhar e monitorar resultados em tempo real. Isso cria insights que possibilitam a evolução e o crescimento, mesmo em meio a crises. Afinal, dá para estudar os resultados atuais e melhorar as abordagens/produtos/serviços de acordo com as possíveis falhas encontradas.

Segurança

Essa tecnologia também é fundamental para otimizar a segurança da informação, com uma análise proativa dos possíveis riscos. A investigação preditiva permite identificar padrões incomuns e estranhos, bem como acompanhar atividades suspeitas, a fim de notificar os líderes. Sempre que houver a possibilidade de fraudes, por exemplo, a gestão consegue quantificar e monitorar os pontos relevantes para prevenir essas situações.

Com essa previsibilidade, a criação de planos de contingência se torna mais intuitiva. Se a empresa se prepara melhor para as ameaças, se mantém robusta e consistente diante do mercado. Desse modo, consegue focar no núcleo do negócio e em objetivos de crescimento, sem parar para resolver problemas operacionais inesperados.

Integração

Essa análise de dados requer que as informações estejam concentradas em um local específico, a fim de serem compreendidas. O cruzamento das diversas fontes só é possível porque os dados se encontram e são combinados. Em razão disso, a empresa dispõe de uma melhor comunicação entre os setores, além de estratégias mais inteligentes que compreendem todos os aspectos do negócio.

Como ele se diferencia da análise tradicional de dados?

As características que mencionamos já diferenciam bastante o Big Data e evidenciam que se trata de uma análise diferenciada. A variedade, por exemplo, junto com a velocidade em que os dados são gerados contribuem para um aumento considerável na complexidade deles. Por isso, o analista deve realizar limpezas e filtragens, a fim de entender o que eles querem dizer.

Enquanto na análise tradicional, é possível realizar uma divisão de dados entre estruturados e não-estruturados, o Big Data é caracterizado por ser misto. Isso enfatiza a maior necessidade de precisão. Esses dados requerem um tratamento ágil em tempo real, com geração de resultados e insights rápidos para os gestores.

Assim, a principal diferença é que essa quantidade massiva requer que os analistas usem ferramentas específicas para lidar com os dados. Afinal, é preciso contar com aplicações que sejam elásticas e flexíveis, ou seja, cresçam automaticamente e aceitem diversos tipos de arquivos.

Esses softwares fazem com que as informações se comuniquem entre si e ofereçam algum valor no conjunto. Além disso, esse tipo de ferramenta utiliza métodos estatísticos especiais, mais complexos e robustos que os algoritmos de uma análise tradicional.

Por que o Big Data tem se tornado tão popular?

Esse termo se tornou bastante popular porque as pessoas começaram a perceber a importância dos dados. No contexto moderno da transformação digital, as tecnologias desempenham um papel cada vez mais importante na vida das pessoas, em todos os aspectos. Seja para proporcionar lazer ou impulsionar os negócios, os usuários recorrem aos mesmos equipamentos.

Por conta disso, temos gerado mais informação do que geramos em toda a história da humanidade. Diversas empresas tentam quantificar isso com pesquisas, demonstrando a quantidade assustadora com a qual estamos lidando. A Seagate, por exemplo, previu que em 2025 produziremos 163 Zettabytes por dia, um número 10 vezes maior do que em 2016.

Quando perceberam o potencial dessa enorme massa, muitos líderes começaram a prestar mais atenção à necessidade de seu uso nos negócios, como falamos no primeiro tópico.

Outra razão para a popularidade do Big Data é o fato de que ele dialoga perfeitamente com as tecnologias que estão em voga atualmente, sendo a base para elas: Inteligência Artificial, Internet das Coisas, Business Intelligence, Computação em Nuvem, entre outras.

Assim, o Big Data é o termo que centraliza as preocupações dos interessados em tempos de transformação digital. Se focarem em implementar uma boa estrutura para lidar com essas informações, as empresas estarão, paralelamente, se preparando para as outras ferramentas e inovações.

Quais áreas podem fazer uso do Big Data?

Vamos aprofundar o estudo sobre esse conceito, investigando as suas aplicações em diferentes áreas.

Marketing

No marketing, o Big Data pode proporcionar oportunidades ricas para a gestão. É possível estudar o comportamento dos usuários a fim de estabelecer uma comunicação segmentada e personalizada, além de uma experiência totalmente focada em suas necessidades. Ademais, essa análise ajuda a criar promoções e estratégias efetivas para vender mais e atrair os clientes no momento exato em que eles precisam.

As campanhas podem ser analisadas com maior profundidade a fim de extrair insights valiosos para o setor. A análise preditiva permite quantificar a probabilidade de acerto e erro, o que ajuda a ajustar as abordagens. Assim, é viável otimizar os resultados, acertar os pontos falhos e evoluir ainda mais para garantir maior alcance e eficiência.

Logística

Na logística, essa análise gera um controle maior do estoque de produtos, uma vez que confere previsibilidade para a gestão. A liderança consegue prever demandas e trabalhar para supri-las, otimizando o que entra e sai no armazenamento da companhia. Assim, dá para realizar uma gestão eficiente, focada em guardar apenas o necessário, sem o risco de se ter mercadorias paradas no estoque.

Financeiro

No setor financeiro, a análise de dados atua como um reforço para a segurança. De acordo com o que já discutimos, as informações ajudam a prevenir fraudes e a assegurar confiabilidade na gestão das finanças.

Desse modo, é possível garantir conformidade entre os registros e enxergar essa área com uma visão mais completa, o que ajuda a identificar erros e ajustar o que for necessário.

Medicina

Na saúde, o Big Data já está impulsionando inovações para otimizar a relação com os pacientes. O foco é ser proativo.

As análises preditivas permitem que os médicos saibam quando os pacientes têm maior propensão a determinadas doenças, o que já ajuda no acompanhamento a fim de evitar complicações futuras. Isso também ajuda a otimizar o uso dos medicamentos, com maior esclarecimento acerca dos problemas a serem tratados.

Ou seja, a integração de diversas informações acerca dos pacientes permite que os profissionais os conheçam melhor, o que contribui para a eficiência do atendimento. Assim, é possível atenuar erros nos tratamentos e nas prescrições.

Gestão de tráfego

Outra aplicação para o Big Data é a gestão de tráfego. Nessa área, é possível analisar o fluxo de veículos em ruas movimentadas e extrair informações sobre segurança e dirigibilidade. Desse modo, também é viável trabalhar para prevenir acidentes e problemas mais complexos nesses locais, otimizando a qualidade de vida de quem trafega.

Investimentos

No mercado de investimentos, uma aplicação comum é na análise de riscos. Isso ajuda as companhias que trabalham aconselhando possíveis investidores e fornecendo dicas e insights acerca das oportunidades.

Com o Big Data, elas conseguem uma visão mais completa, que possibilita a identificação de padrões e a previsão de sucesso das estratégias. Unindo informações de diversas fontes, os analistas chegam a direcionamentos certeiros.

Indústria

Podemos observar implicações do Big Data nos setores industriais também. Nesse campo, a tecnologia coopera com o aumento de inteligência e com a integração de informações relevantes para otimizar o dia a dia no chão de fábrica. Um dos exemplos é a manutenção preditiva, que possibilita saber quando os equipamentos apresentarão problemas, tornando possível a realização de tratamentos preventivos.

Outra vantagem nessa área é a previsão das demandas de produção. Essa análise ajuda a direcionar os esforços industriais, estabelecendo um foco claro e gerando mais transparência na relação com os envolvidos. Além disso, a indústria é impactada pelos benefícios na logística, que já citamos.

Vale citar também o apoio à Internet das Coisas no monitoramento de produção e acompanhamento de qualidade dos produtos. Desse modo, é viável evitar paradas operacionais e garantir fluxos de trabalho mais inteligentes e eficazes.

Como implementar essa tecnologia?

Veremos nos tópicos a seguir como é possível implementar essa tecnologia.

Planejamento

Inicialmente, é fundamental planejar bem os passos e organizar o processo de implementação de Big Data. Nessa fase, o gestor deve definir a estratégia e os objetivos da utilização dos dados. Assim, é possível estabelecer um direcionamento claro e buscar resultados concretos.

Essa etapa ajuda a definir a finalidade do uso de dados e a organizar as expectativas da equipe, com maior previsibilidade. Ou seja, com isso, a companhia consegue entender melhor como o Big Data será inserido nas tarefas diárias e como contribuirá com a melhoria dos processos internos.

Cultura de dados

Também é interessante implementar uma cultura de dados a fim de melhorar a coleta e organização de informações. Com essa mentalidade, a empresa começará a priorizar o uso deles para tomada de decisão e evolução constante, eliminando o foco em intuição.

Nesse sentido, vale pensar em como obter esses dados e como será a feita análise deles para a geração de insights.

Equipe de apoio

Para garantir sucesso nas estratégias, a empresa deve contar com o apoio das pessoas. Por isso, é ideal montar uma equipe capacitada para impulsionar os resultados e fornecer a base de conhecimento necessária. Com as pessoas alinhadas e engajadas, é possível trabalhar focado nos objetivos e reduzir tempo e erros na implantação da tecnologia.

Segurança e privacidade

Quando falamos em gestão de dados, é fundamental frisar a necessidade de segurança e cuidado com a privacidade. Afinal, se sua companhia vai administrar mais dados dos clientes, ela precisa ter o consentimento deles e utilizar essas informações apenas para necessidades específicas, que devem ser informadas para os titulares.

Assim, garantem conformidade com as leis sobre o assunto e evitam problemas e riscos maiores com a segurança. É preciso reforçar as estratégias de proteção, eliminando os pontos falhos nesse sentido. Como nessa área qualquer erro pode ser fatal, o objetivo é ser preciso e garantir um cuidado amplo e completo.

Ferramentas

Outra parte importante da implementação é a escolha e configuração das ferramentas adequadas de análise de dados. Os softwares corretos permitirão que a empresa consiga sucesso na estratégia e aproveite os benefícios do uso dessas informações.

Por isso, analise bem e busque opções que se adaptem às necessidades da companhia, com bons recursos adicionais. É interessante buscar uma solução completa para coleta, organização e monitoramento.

Minha empresa está pronta para o Big Data?

Para se preparar para o Big Data, uma empresa precisa gerar dados. Ou seja, é preciso criar uma estrutura de geração de informações em massa, com coleta de diversos pontos relevantes. Em outras palavras, a companhia deve ser capaz de monitorar todos os processos a fim de utilizá-los como fontes valiosas de informações.

Para isso, vale utilizar softwares de gerenciamento, como um ERP e CRM. Ambos ajudam a obter dados sobre as operações internas de todos os setores e sobre o relacionamento com os clientes, respectivamente. Essas aplicações controlam os processos e geram informações acerca deles a fim de facilitar a visualização e a administração.

Contudo, o ideal é ir além desses dados internos e mesclar com informações externas, de fontes públicas, por exemplo, e dados da internet. Desse modo, é possível preparar os sistemas internos para a análise e obter valor dessa grande massa de dados.

O Big Data é uma tecnologia relevante que deve continuar no radar dos gestores nos próximos anos. Os benefícios são amplos e impactam toda a empresa, da relação com os consumidores ao relacionamento com os clientes. Com o conjunto de etapas mencionado, as companhias são capazes de implementar uma cultura de dados que ajuda a otimizar as decisões e reduzir erros e custos.

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