Bring your own device (BYOD): o que é e quais as vantagens? Entenda

A pandemia do novo coronavírus incentivou muitas empresas a repensarem os seus modelos de trabalho, pois, além do investimento em tecnologia para permitir que as equipes continuem a atuar remotamente nesse período, organizações e profissionais perceberam as vantagens do home office. Cada vez mais o espaço físico deixa de ser relevante. Afinal, é possível seguir com os projetos de casa, do escritório ou de qualquer viagem de negócios e, assim, implementar a ideia de BYOD.

Uma pesquisa da ESET, empresa do segmento de segurança da informação, mostrou que 82% dos entrevistados na América latina trabalham com seus computadores pessoais, enquanto 55% utilizam o smartphone, 25% o tablet e 17,8% os tocadores de MP3. Esses dados vão de encontro com as políticas de BYOD.

Se você ainda não tem familiaridade com esse termo ou desconhece os benefícios que essa iniciativa proporciona, este artigo é para você. Acompanhe!

O que é BYOD?

BYOD é a sigla para o termo em inglês Bring Your Own Device (traga o seu dispositivo, em português) e é também um movimento ligado à tecnologia e inovação. Uma empresa que adota essa política não só permite, como incentiva que os funcionários usem para o trabalho os seus notebooks e demais aparelhos eletrônicos pessoais, independentemente de onde estiverem.

Segundo uma pesquisa elaborada pela Robert Half, 86% dos profissionais entrevistados preferem trabalhar das suas casas após o fim do isolamento social; e 67% deles perceberam que é possível executar as tarefas remotamente. As empresas também apostam no home office devido à redução de custos e ao aumento da produtividade. Pensando em um modelo de trabalho híbrido, é interessante considerar esse conceito.

Como o BYOD se diferencia do CYOD?

O CYOD (Choose Your Own Device), um termo em inglês que pode ser traduzido livremente como “escolha o seu dispositivo”, compartilha muitas semelhanças com o BYOD. A diferença é que ele permite que os colaboradores utilizem apenas dispositivos conhecidos e verificados pelo time de TI da empresa.

Esse fator simplifica a tarefa de monitorar o seu uso, bem como questões relacionadas à segurança de dados. Afinal, os modelos de dispositivos selecionados foram devidamente verificados, e o time de TI da empresa tem um vasto entendimento a respeito deles.

Nesse contexto, para empresas maiores, que contam com mais profissionais de TI e tecnologias de monitoramento de dados, o BYOD pode ser a opção ideal. Isso graças ao aumento de autonomia e de produtividade que ele acarreta para os colaboradores. Já para as companhias de menor porte, com menos recursos para investir em TI, o CYOD tende a atender melhor às suas demandas.

Quais as vantagens de adotar o BYOD?

Uma das vantagens mais interessantes é o aumento da produtividade, pois os funcionários ficam mais confortáveis ao trabalharem com equipamentos configurados com os seus perfis e ao usarem as interfaces com as quais têm mais familiaridade. Outro benefício notado pelos gestores é o aumento da motivação e do engajamento nas atividades.

Quando o equipamento é do funcionário, há uma importante redução de custos. Algumas empresas, inclusive, participam da aquisição desses recursos e compartilham a escolha dos modelos com os executivos. Além disso, os aparelhos estão sempre mais atualizados e a companhia economiza nos gastos que teria ao substituir e modernizar as suas máquinas.

O que avaliar para aplicar o BYOD com eficiência?

As vantagens do BYOD são evidentes. No entanto, como os funcionários usam seus próprios aparelhos, há um risco maior de que vírus ou vazamentos de dados comprometam a segurança de informações sensíveis. Por esse motivo, a adoção desse modelo de operação está diretamente condicionada ao investimento na área de TI.

É fundamental que os especialistas sejam capacitados o suficiente e contem com as tecnologias necessárias para lidarem com as demandas da política de BYOD. Felizmente, existem diversas inovações tecnológicas para garantir a implementação segura desse modelo.

Por meio de soluções em Machine Learning e Big Data, por exemplo, o uso de dados dentro da empresa pode ser monitorado em tempo real. Isso abre espaço para identificar falhas de segurança rapidamente.

Quais erros mais comprometem a sua implementação?

Dada a importância da política de BYOD e de todos os fatores relacionados a ela, é natural que a sua implementação demande alguns cuidados. Continue a leitura e descubra quais erros evitar nesse processo.

Não desenvolver uma política de segurança

Antes de dar autorização para que os colaboradores utilizem seus próprios dispositivos durante o trabalho, é necessário que a empresa implemente uma política de segurança de dados. Sem ela, é basicamente impossível para o time de TI garantir a integridade das informações.

A ideia é estipular normas para o uso dos aparelhos e para as páginas web que os colaboradores acessam nas dependências da empresa. Além disso, essa política deve informá-los sobre os meios de monitoramento adotados pela companhia.

Não treinar os colaboradores

Por melhor que seja a política de segurança, ela só será efetiva se os colaboradores a colocarem em prática. Essa execução requer que eles sejam devidamente orientados a respeito dos benefícios de uma política de BYOD e dos impactos que suas atitudes têm sobre a segurança da empresa.

Não usar mecanismos de controle e segurança

Por fim, a implementação segura do BYOD exige que a empresa invista em mecanismos de segurança. Por meio de soluções em criptografia, por exemplo, o time de TI é capaz de reduzir drasticamente os riscos de roubo e vazamento de informações.

Além disso, a empresa deve criar uma hierarquia de segurança, liberando para os colaboradores apenas as informações necessárias para o seu trabalho. Isso de acordo com sua posição e seu nível de confiança na companhia.

Como a sua empresa pode fazer parte dessa tendência?

O avanço tecnológico possibilita que os executivos acessem de qualquer lugar as plataformas e os bancos de dados da empresa a partir de seus computadores e dispositivos eletrônicos pessoais. Então, é natural que eles continuem usando seus próprios equipamentos no ambiente corporativo. Porém, é necessário que a organização tenha diretrizes claras de como tudo isso vai funcionar.

O time de TI precisa pensar em políticas e ferramentas que garantam a segurança da informação e elaborar um controle eficiente de acessos. Além disso, é interessante analisar pontos como utilização dos softwares oficiais, comprometimento com a confidencialidade das informações, responsabilidade se houver dano nos aparelhos, notificar se haverá limite de horário no uso das plataformas da empresa, entre outros fatores a serem ajustados.

Embora as políticas de BYOD sejam realidade em muitas empresas, algumas outras ainda precisam traçar diretrizes para implementá-las. Além do mais, é necessário analisar as configurações de trabalho impostas pela pandemia e o que vem a partir desse acontecimento. Se você também deseja obter esses benefícios em seu negócio, agora é o momento oportuno para conversar com a sua equipe de TI e iniciar a fase de testes.

O que achou deste post? A sua empresa já adota políticas de BYOD, ou ainda está considerando a hipótese? Conte nos comentários como essa tendência funciona no seu ambiente de trabalho.

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