Como escolher a arquitetura mobile da melhor forma?

A arquitetura mobile nada mais do que é um modelo escolhido para o desenvolvimento de um software, auxiliando os profissionais a criar programas e aplicativos mais precisos e dotados de uma boa taxa de disponibilidade e alta performance.

Neste post, falaremos sobre os benefícios específicos da utilização de padrões de arquitetura de software e citaremos aqueles que são mais utilizados no universo mobile. Dessa forma, será mais fácil escolher o modelo que se aplique a diferentes projetos. Acompanhe conosco!

Quais são os principais benefícios da utilização de arquitetura mobile?

A arquitetura de software aplicada ao ambiente mobile tem como principais benefícios a facilidade de uso e a praticidade na hora de implementar os códigos, possibilitando uma distribuição mais inteligente das responsabilidades na hora de desenvolver a ferramenta. Vamos conhecer outros benefícios.

Escalabilidade

Essa característica tem a ver com a capacidade de um software de se manter operando, com um bom nível de performance, mesmo quando for submetido a uma carga excessivo de acessos e requisições.

Prever a necessidade de escalabilidade é especialmente difícil já que ela é baseada na mensuração de estimativas de acesso. Por isso, escolher a arquitetura mobile de acordo com cada projeto deve ser um procedimento bastante cuidadoso.

Performance e disponibilidade

Essa característica corresponde à estabilidade geral que um software tem, tanto em função de execução como de utilização. Em um cenário ideal, ele se mantém disponível aos usuários no maior tempo possível sem perda de performance.

Segurança e confiabilidade

Aqui, estamos falando dos padrões de segurança aplicados ao software. Eles visam analisar o quanto um programa ou aplicativo, quando exposto às ameaças, está devidamente preparado para evitar a perda e a exposição de dados dos seus usuários e empresas para as quais ele foi desenvolvido.

Nesse caso, a confiabilidade de um software é determinada pela capacidade de disponibilidade — ou seja, quanto menores as chances de que ele seja paralisado em decorrência de falhas, melhor.

Quais são os padrões mais utilizados na arquitetura mobile?

Agora, conheceremos os principais padrões utilizados pelos desenvolvedores de aplicações mobile. Todos eles se diferenciam de acordo com as suas camadas específicas e o modo como elas interagem.

MVC (Model-View-Controller)

O MVC é uma das abordagens mais comuns para o desenvolvimento de uma arquitetura de aplicativos móveis. Ele é baseado em camadas: assim, ele separa as funcionalidades relacionadas à interface do usuário da lógica de negócios, do aplicativo e do domínio.

Como seu próprio nome indica, esse padrão consiste em três componentes e camadas principais, que são:

  • model — responsável pela retenção de dados e pela manipulação da lógica de negócio, assim como pela definição das regras destinadas a modificar e operar dados;
  • view — como o próprio nome indica, se relaciona à parte visual, tornando os dados do modelo visíveis na interface do usuário (nessa camada os dados do software são efetivamente apresentados ao usuário);
  • controller — trata-se da camada de intermediação entre o model e o view, desse modo, ela é a parte da arquitetura dedicada ao envio e recebimento de comandos entre elas, solicitando atualizações e notificando a camada anterior quando ela efetivamente representar o modelo.

Essa estrutura ajuda seu aplicativo a se concentrar em funções e tarefas separadas simultaneamente com a ajuda dessas camadas isoladas. Dessa forma, o desenvolvedor pode ajustar ou refatorar o código com muito mais facilidade, além de adicionar novos recursos, simplificando o processo de manutenção de aplicativos. É importante notar também que esse padrão é o adotado pela Apple, sendo, portanto, uma das melhores opções para desenvolver aplicativos para o sistema iOS.

Além disso, podemos dizer que o padrão MVC tem como objetivo solucionar um problema comum que acomete o trabalho de muitos desenvolvedores: unificar o fluxo de informações entre as interfaces do usuário (front-end) com as execuções de domínios e armazenamento de dados (back-end). Ele busca unir esses processos para reduzir o volume de código e elevar o desempenho das aplicações.

MVP (Model-View-Presenter)

Já o padrão MVP é uma variação do MVC e foi criado pela IBM com o objetivo principal de separar a parte de apresentação das camadas de regras de negócio e dados. Assim, é possível que o modelo se comunique diretamente com a view, sem precisar passar pelo controlador.

O MVP é utilizado tanto no desenvolvimento de aplicativos para Android como para iOS. Assim como o MVC, esse modelo consiste em três componentes, definidos da seguinte maneira:

  • model — armazena dados e lógica de negócio, tratando da comunicação entre o banco de dados e a rede;
  • view — é uma interface que exibe os dados e transfere a entrada do usuário para o presenter;
  • presenter — responsável por consultar o model e traduzir as atualizações na visualização de acordo.

A camada presenter (apresentação) é similar ao controller do MVC, cuja função principal é trabalhar como uma intermediadora entre as camadas. Ela atua tanto sobre a view como na model, recebendo dados, formatando esses elementos e enviando para a exibição ao usuário.

MVP vs. MVC

O autor Renato Bongiorno, em seu livro “Estruturas de negócios digitais”, resume bem o que deve nortear a escolha entre os padrões mais utilizados pelos desenvolvedores. Segundo ele, a escolha do MVP deve ser feita quando os profissionais levam em consideração a quantidade de interações dos usuários e também a complexidade lógica associada à camada de apresentação (view).

Caso o desenvolvedor esteja operando com muitas interações e mudanças frequentes na camada view, Bongiorno recomenda o uso do MVP, já que todas essas alterações serão concentradas em uma única camada, presenter, o que simplifica os procedimentos de manutenção do sistema.

Ainda de acordo com o autor, a escolha pelo MVP ocorre, normalmente, em sistemas empresariais nos quais é necessária a reutilização de todas as rotinas lógicas de apresentação.

MVVM (Model-View-ViewModel)

Desenvolvido após o MVC e o MVP, o MVVM surgiu com o objetivo de atualizá-los e resolver alguns problemas que ambos apresentavam. Tanto as camadas view como model agem da mesma forma que nos dois casos anteriores, mas a viewmodel se torna uma espécie de intermediária. Esse novo padrão visa manter o código da UI (user interface, ou interface do usuário) simples, facilitando o gerenciamento.

Nesse padrão, a camada view representa a interface do usuário e o viewmodel é responsável pela lógica de apresentação, capturando dados do modelo. Dessa maneira, a UI é separada do código que representa a lógica do negócio — o que faz com que os testes possam ser realizados nos viewmodels.

VIPER (View-Interactor-Presenter-Entity-Router)

O VIPER começou sendo utilizado principalmente nos sistemas iOS, mas hoje também é uma opção recorrente dos desenvolvedores Android. Esse padrão se destina a manter o código organizado e dividido em módulos. Seus componentes são:

  • view — transfere a entrada do usuário para a camada presenter;
  • interactor — mantém a lógica de negócio;
  • presenter — mantém a lógica da view e prepara o conteúdo para exibição;
  • entity — contém objetos de modelo que são usados ​​pelo interactor;
  • router — responsável pela lógica de navegação.

O VIPER é especialmente relevante para projetos em constante evolução. Ele se adapta bem às alterações e é capaz de manter a arquitetura do seu projeto limpa e organizada, mesmo com os recursos adicionados e que não estão presentes nos outros padrões.

Como visto, esses padrões, bastante utilizados em arquitetura mobile, podem ser utilizados tanto em sistemas iOS como Android. Para extrair o melhor de cada ferramenta, é importante entender que tipo de produto o desenvolvedor pretende lançar. Enquanto o VIPER é utilizado para projetos em constante expansão, por exemplo, o MVVM é melhor para trabalhos de menor escopo.

E aí, gostou do artigo e quer saber mais sobre desenvolvimento de softwares e arquitetura mobile? Então, entre em contato conosco para conhecer nosso trabalho e como podemos ajudar o seu negócio!

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